sexta-feira, 23 de novembro de 2012

E o beija-flor alçou voo.
Suas asas batendo no verdejante mar de folhas ao seu redor.
O pólen se dispersando na forma de sonhos às pequenas flores do jardim.
Sonhos coloridos espalhando-se pelo mar de pétalas que voava com vento suave da pradaria.
Suave era seu voo, assim como o toque daquelas delicadas flores por sobre as quais ele planava.
Suave e frenético, assim como a quietude barulhenta da imaginação e do coração das pessoas que passam sem olhar para ele.
Seguindo seu fluxo perpétuo e mútuo de natural beleza.
O bater de asas frenético sibilando uma sombra negra por entre as outras sombras suavemente dançantes.
Emanando um calor imperceptível de suas energéticas acrobacias.
Permanecendo entre o limite dos sentidos e o infinito do imaginário, aquela pequena criatura de natureza efêmera cultivava vidas e sonhos.
Através de seu delicado corpo orgânico, segue uma linha vermelha, presa ao seu corpo imaterial e imortal.
Quando essa linha for rompida, esse corpo efêmero apenas cairá ao chão, enquanto, do outro lado da linha, ele voará alto, como um balão...
Como jamais poderia voar de verdade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário